Stand Up

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Blind Love-2ºCapítulo



[Bem, ninguém disse nada contra o 1ºcapítulo, por isso continuei a escrever! Enjoy]

Após sairmos da casa, eu simplesmente me agarrei ao Harry e chorei no ombro dele.
-Vai ficar tudo bem. Não fiques assim. – Ele acariciou as minhas costas. – Vamos sair daqui, okay?
Eu acenei que sim com a cabeça, limpei as lágrimas e entramos no carro dele.
Ele levou-nos a minha casa. A Annie estava na Universidade, por isso ainda não podia falar com ela. Por azar meu, um dos meus professores andava a faltar por isso avisaram com antecedência que não haveria aulas naquele dia. Acho que teria sido mais divertido se tivesse havido aula...
Eu abri a porta e assim que entrei sentei-me no sofá. Estava praticamente morta. O meu corpo não se queria mexer, não queria respirar, não queria falar, não queria comer... Só queria ficar ali no cantinho sentado a chorar, à espera de salvamento do príncipe de cabelos loiros.
-Queres alguma coisa? – Perguntou o Harry da cozinha. – Água, bolachas, alguma coisa?
-Quero uma cerveja. Ou vinho.
-Querias! Não te vou deixar afogar as mágoas em bebida!
-Porque não?
-Porque eu assim o disse. Não vais e acabou-se.
-Mas eu preciso!
-Tu precisas é de – Começou ele enquanto entrava na sala com um copo na mão – uma água fresquinha com açúcar.
-Está bem... – Estiquei o braço para agarrar no copo. Bebi um bocado e fiquei a pensar.
O Harry sentou-se no outro sofá, e ficou a olhar.
-Porque é que isto aconteceu? – Interroguei eu.
-Não sei. Mas tudo acontece por uma razão. Talvez ele não fosse o tal.
-Ainda sinto que ele é o único.
-Porquê? – Perguntou ele intrigado.
-Não sei. Eu lutei tanto por ele... Sempre que estávamos juntos era como...como se estivéssemos no Paraíso! E cada beijo era melhor que respirar! Desde o momento que ele se declarou, eu achei que seria para sempre... – As lágrimas voltaram outra vez. – Achei que isto teria um final...diferente.
-Não podes pensar assim, Jenni. – Ele levantou-se e sentou-se a meu lado – Eu sei que há por ai um rapaz que nunca te irá fazer passar por isto e irá amar tudo o que tens para oferecer!
-Eu tenho algo para oferecer?
-Não sejas parva! É claro que sim!
-Não sei... Só acho que se isso fosse verdade o Niall não me teria trocado pela outra.
-‘Better Than Revenge’, não é?
-Sim, essa canção adequa-se á situação.
-Mas não tens que te preocupar com esse idiota, ele é que perdeu uma grande obra de arte!
-És um querido Harry! Mas, sinceramente não o culpo a ele, ou a mim...só...
-...a ela. – Completou ele.
-Sim.
Pareceu-me que ele já não sabia o que dizer, e a mim já me doía a cara toda de tanto chorar. Ele reparou nisso, levantou-se, pegou no meu telemóvel e pôs a ‘Better Than Revenge’ a tocar aos altos berros.
-Vamos lá miúda! Mostra-me o que vales! – Gritou ele a puxar-me do sofá.
-Não, Harry... Não me apetece... – Mas a meio do refrão eu já tinha “entrado na onda”. Dançava e saltava e cantava!
-“She should keep in mind, she should in mind, there is nothing I do better than revenge!” – Cantávamos os dois em cima do sofá.
Ao início estava meio chateada, mas no final da canção já sorria. Estava a ser divertido. O Harry foi muito simpático e ele fez de tudo para me fazer parar de chorar e me fazer sorrir.
-Ei, já não via esse sorriso há mais de uma hora!
-Só está aqui por tua culpa. Obrigada Harry!
-De nada Jenni, sempre às ordens! Para isso é que são os melhores amigos, não é?
-É sim. – Eu sorri e abracei-o.
Depois, simplesmente nos sentamos outra vez no sofá, e o telemóvel do Harry começou a tocar.
-Sim? – Ele atendeu a chamada. – Ah, pois era! ... Não sei, houve um pequeno problema. – Ele saiu da sala e foi para um lugar mais afastado, obviamente para eu não ouvir. Pouco tempo depois voltou. – Espera ai, já te volto a ligar.
-Quem era? – Perguntei.
-Era o Zayn. E contei-lhe o que se passou, espero que não te importes.
-Não faz mal.
-E nós tínhamos combinado ir almoçar fora com o Liam, hum, e eu não te quero deixar sozinha por isso, queres vir?
-Não me apetece mexer! Eles podem passar por cá e fazem o comer, tipo uma cena super gordurosa e trazem bebidas alcoólicas, e podemo-nos tentar divertir aqui.
-Concordo com tudo menos com a cena das “bebidas alcoólicas”. Bebemos suminho! – Ele ligou ao Zayn e transmitiu-lhe o que eu tinha dito, depois de uns “Okay’s” e “ainda bem”, ele desligou. – Sim, eles estão a vir.
-Fixe!
O Harry voltou a sentar-se ao meu lado e eu encostei a minha cabeça ao ombro dele. Não sei porquê, mas uma lágrima começou a escorrer-me pela face. Já não consegui pensar ou dizer sequer a letra ‘N’ que me doía tudo.
-O que foi? – Interrogou ele preocupado.
-Não sei... Estou...simplesmente a pensar nele. Bem, outra vez...
-Gostava imenso de fazer alguma coisa que te pudesse ajudar mas...não sei o quê.
-Harry, não te preocupes. O facto de estares aqui e não com os rapazes a divertires-te significa imenso para mim, e faz-me sentir melhor! Mas...nem sei como explicar o quanto me doí o coração...
Ele olhou para mim, limpou-me as lágrimas e beijou-me a testa.
-Não te preocupes. Vai ficar tudo bem, isto vai passar como uma estação.
-Mas as estações voltam.
-Mas nem todas são iguais. As folhas nunca são as mesmas, a erva também não, a neve e a chuva e as nuvens também não. Pronto, é como uma tempestade. Vem, atormenta tudo durante um bocado, pode deixar certas coisas partidas e estragadas, mas depois tudo se resolve.
-Como se resolve isso?
Ele levantou-se, foi à cozinha e à casa de banho, e voltou com um pano e uma caixa de primeiros socorros.
-Primeiro limpa-se a água da tempestade dos sítios por onde esta entrou. – Ele pegou no pano e limpou-me a cara delicadamente, tirando as lágrimas que secavam ali. – A seguir limpa-se as feridas. – Tirou-me o penso da mão, e desinfetou-me a ferida que por acaso estava um pouco feia. – Depois recompomos tudo: as árvores, as casas, as estradas, as lojas, e etecetera... – Passou a mão pela minha testa e depois pelo peito. – E por último, temos a certeza que isso tudo está no lugar e tem a ajuda que precisa, se ajuda for necessária. – Agarrou a minha mão e apertou-a com força. – E só com o tempo saberemos se outra tempestade não voltará e se voltar, esperamos que fique tudo no sítio.
-E as marcas que a tempestade deixar?
-Tapamo-las com coisas bonitas.
Ele olhou para mim e sorriu. Não sei porquê mas o sorriso dele contagiou-me e sorri também.
-Foi... Foi incrivelmente bonito o que disseste e fizeste. – Afirmei eu encostando a cabeça outra vez ao ombro dele.
-Obrigado!
-Não, eu é que digo obrigada. E um dos grandes, maior que a população da China.
-É mesmo grande!
-É.
Ele colocou um braço à volta dos meus ombros e assim ficamos à espera que os rapazes chegassem. E uns momentos depois a campainha tocou. Ele levantou-se para abrir a porta, eles saudaram-no e entraram com uns sacos que colocaram na cozinha, e depois foram para a sala ter comigo.
Um sentou-se à minha esquerda e outro à minha direita, e ambos me beijaram na bochecha.
-Então, como estás? – Perguntou o Zayn.
-Viva. – Repliquei.
-Oh linda, estás assim tão mal? – Interrogou desta vez o Liam.
-Um bocado...
O Liam e o Zayn trocaram olhares e tentaram dizer algo um ao outro sem produzir sons, coisa que eu não consegui perceber o que eles disseram.
-Acho que era capaz de matar o Niall neste momento... – Comentou o Zayn.
-Pois, eu também. – Concordou o Harry que estava atrás de mim apoiado no sofá.
-Não! Ninguém vai ficar chateado com o N... com ele, ou mata-lo! Primeiro, isto é entre mim e ele, e segundo, a culpa não é dele, é da outra. Ele é que está cego...
-Não, espera, isto não é só “entre mim e ele”! Tu és nossa amiga e fazes praticamente parte da família, por isso também é connosco! – Verbalizou o Liam.
-Oh, és um querido! Vocês são todos uns queridos! Mas a sério, não quero que fiquem chateados com ele por causa disto. Vocês são uma banda, são família, não podem ficar chateados por causa de um desgosto amoroso.
-Não é um desgosto qualquer! É o de uma rapariga que não merece, que só merece o melhor, e que nunca fez nada para estar neste estado. – Declarou o Zayn.
-Isto passa... Só preciso de o esquecer... Ou tentar não pensar nele. O que neste momento é impossível porque ele está constantemente a invadir os meus pensamentos.
-invasor! Hora de contra atacar! – Exclamou o Liam.
Nós todos nos rimos, e depois tivemos um pequeno abraço de grupo.
Tinha os meus rapazes do meu lado prontos a proteger-me do que fosse, e isso era super reconfortante. Sentia que não me precisava de preocupar com nada desde que eles estivessem aqui comigo.

Os rapazes são uns fofos a tentar ajuda-la, não são? Este não está tão emocionante como o último, mas nem todos podem ser! Se poderem comentar o que estão a achar da Fic até agora agradecia-vos imenso!

2 comentários:

  1. OMG! :o
    Como eu adoro a tua fic :)
    Adoro todo o drama que escreves. Sou a tua fã nº 1. Ansiosa pelo próximo :)

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    1. Oohhh! Obrigada!! Uhuh, tenho uma fã nº1!! Obrigada pelo apoio :D <3

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Opinião ? <3