Stand Up

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Blind Love-3ºCapítulo



*Mode narrador ausente on*
No dia seguinte, a folga dos rapazes tinha acabado e eles tinham concerto nesse dia. Era o primeiro concerto da ‘Where We Are Tour’ no Reino Unido, por isso eles foram de Londres até Sunderland de manhãzinha.
O Harry pediu desculpa por ter que se ir embora e deixar a Jennifer sozinha, mas ela disse que ele era parvo e que era óbvio que tinha que ir ao concerto, não precisava de se desculpar.
Ao entrarem no autocarro, faltava o Niall, que apareceu mais tarde à boleia da sua nova namorada. Ele entrou e saudou toda a gente:
-Bom dia a todos! Desculpem o pequeno atraso.
-Bom dia Nialler! – Felicitou o Louis.
-Bom dia. – Disse o Liam mesmo obrigado.
O motorista e essa gente toda, que se encontravam no autocarro, também lhe retribuíram o olá. Só...o Harry e o Zayn é que não abriram a boca.
Liam sussurrou-lhes aos dois:
-Vocês ouviram a Jennifer! Não é para ficarem chateados com ele! A culpa não é dele!
-Nem tu acreditas nisso! – Replicou o Zayn.
-Comportem-se! - Afirmou por último o Liam.
Os três rapazes se dispersaram e continuaram a fazer o que antes estavam a fazer.
Segundos depois, alguém se virou para o Niall e fez-lhe uma pergunta:
-Porque chegaste meio tarde? Costumas ser o primeiro.
-Ah, estava com a minha namorada.
-A Jennifer! Como está ela? – O homem continuou o interrogatório.
-Já esteve bem melhor. – Comentou o Harry da outra ponta do autocarro. – E não é da Jenni que ele está a falar.
O Liam chegou por detrás do Harry, colocou-lhe a mão em cima do ombro e sussurrou:
-Acalma-te Harry. Ela não queria isto. Deixa estar.
-Não consegui evitar!
-Mas o que aconteceu à Jennifer? Ela parecia super apaixonada por ti.
-E estava! – Desta vez foi o Zayn.
-Ei, o que é que se passou? – Perguntou o Louis intrigado.
-Sim Niall. O que é que se passou? – Repetiu o Harry.
-Humm, eu... – Começou o Niall. – Bem, eu decidi dar uma oportunidade a uma ex-namorada.
-Aquela que o traiu. – Completou o Zayn.
-O quê? – Louis ficou espantado. – Porque fizeste isso? A Jennifer era louca por ti! Como é que ela está.
-Péssima. – Murmurou-lhe o Harry.
-Estás louco Niall? – Exclamou o Louis.
O homem interveio:
-Acabou! Ninguém se vai chatear por causa disto! Vão todos calar-se, cada um para seu lugar, e recompor-se para o raio do concerto hoje! E é para estarem TODOS amigos! Esqueçam que perguntei alguma coisa.
Cada um foi para seu canto, sem olharem Niall nos olhos.
-O que se passou exatamente? Contas-me a história? – Virou-se Louis para Harry.
-Claro. – Ele explicou-lhe tudo o que Jennifer lhe tinha dito que aconteceu até ele chegar, e depois contou-lhe tudo, desde que chegou a casa do Niall, até Liam e Zayn chegarem a casa dela.
Louis ficou totalmente sem palavras. A Jennifer e ele sempre tiveram uma relação muito divertida, e ela sempre parecera muito feliz. Nunca pensou que o Niall a trocasse por outra, e definitivamente não pensou que isso a destruísse completamente.
                -Mas espera, porque é que ela te ligou a ti? E não á Annie, a melhor amiga desde o 7º ano ou ao Zayn, pessoa em que ela confia sempre mais em tudo?
-Não sei... Também já me perguntei isso.
-Oh, se calhar ela confia mais em ti...do que nos outros. E se não confiava antes, confia agora.
-Sim, mas é que... – Harry foi interrompido pelo telemóvel dele. – Sim?
-“Olá lindo!” – Era a Annie.
-Olá!
-“Então como está tudo com os rapazes?”
-Hum, bem, só houve aqui um pequeno problema por causa do...Niall.
-“A sério? E o que se passou?”
-Eu depois explico-te. Digamos que nós não achamos piada nenhuma ao que ele fez à Jennifer.
-“Ela não vos disse para não ficarem chateados?”
-Não me consegui conter... Como está ela?
-“Não sei. Ela foi à aula que tinha de manhã.”
-Ah fez bem. Pode ser que esqueça isto durante aquelas 2 horas.
-“Sim tens razão.”
-Eu tenho que ir, nós vamos partir agora.
-”Okay, diz alguma coisa quando chegares lá, tem cuidado!”
-Eu digo. Toma conta da Jenni. Xau!
-“Xau.” – E desligaram.
Niall sentia-se péssimo por estar a fazer isto. Aos rapazes, à Jennifer, e se algo acontece-se à banda, ele iria sentir que a culpa era dele. Ele pegou no telemóvel e enviou uma mensagem à Jennifer.

“Desculpa! A minha ideia não era fazer-te isto. Nunca te quis magoar! Eu não sei o que se está a passar comigo... Eu não quero que estejas triste e não quero que os rapazes fiquem chateados comigo... Desculpa-me Jennifer, eu sei que sou um idiota!”

Ele esperou, e esperou pela resposta, mas nada. Ele tinha a certeza que ela tinha visto, mas...não lhe respondeu.
Era frustrante tê-la magoado assim tanto. Nunca fora a intenção dele. Ela era sempre tão forte e sorridente que ele nunca pensou que significava assim tanto para ela, e que ela pudesse sofrer tanto. Também era compreensível, “Troquei-a pela rapariga que me traiu. Mas o que estou eu a fazer?” Ele pensava em tudo num canto do sofá enquanto o resto dos rapazes se divertiam.
Liam reparou em Niall. Devagar se levantou e sentou-se ao lado dele.
-O que se passa? – Interrogou Liam.
-Não sei. Sinto-me um idiota por a ter magoado assim tanto. Nunca pensei que ela gostasse assim tanto de mim.
-Niall, ela era louca por ti. Notava-se à distância! De todas as raparigas que já gostaram de ti, ela é a única que estava totalmente, cegamente, loucamente apaixonada por ti. Aquela rapariga podia ter feito tudo por ti, podia-te ter dado tudo o que quisesses, e tu deixaste isso escapar. Não sei se a conseguirás de volta se quiseres. – Niall não respondeu. Não conseguia dizer nada. – Sabes a quem é que ela ligou quando precisou de alguém no pior momento, não sabes?!
-Sei. – Ele suspirou.
-Perdeste a rapariga perfeita para ti. Não sei se a conseguirás de volta. Isto é, se quiseres. Se quiseres continuar com a rapariga que te traiu, isso é lá contigo.
Liam levantou-se e sentou-se ao pé dos outros rapazes.
-Porque foste falar com ele? – Perguntou Harry.
-Fui avisá-lo.

*Normal mode on*
Ia a sair da sala quando senti o telemóvel a vibrar no bolso das calças. Sem olhar para o ecrã, simplesmente abri a mensagem e comecei a ler. Só queria responder "Niall, eu amo-te! Por favor volta para mim!" mas não. Fui forte e nem respondi, mas pequenas lágrimas me inundaram os olhos. Corri até ao carro para que ninguém visse e quando me sentei e fechei a porta, deixei tudo sair. Queria chama-lo estúpido e idiota mas ao mesmo tempo queria beija-lo e abraça-lo e estar com ele e...era tudo tão frustrante e a mensagem foi tão intoxicante e dolorosa de ler!! Ele estava a ser tão complicado, mas porquê? Se calhar nem me ama...mas ele era o rapaz perfeito. Simpático, divertido, amoroso, parvo, giro... Porque tem ele que me fazer isto?
Depois de uma grande choradeira e pensamentos e perguntas, salvaram-me. O telemóvel começou a vibrar.
-Harreh! - Felicitei eu.
-Olá Jenni! Estás tão feliz porquê?
-Só estou contente por te ouvir. - Funguei o nariz para conseguir falar melhor.
-Estiveste a chorar? Porquê? - Pelo som da voz dele, ele parecia preocupado.
-Ele... Ele enviou-me uma mensagem, e eu não me consegui conter! - O mar de lágrimas voltou, não que eu quisesse. - Eu só o quero a meu lado! Isso é pedir muito? Eu só... Eu amo-o tanto, Harry!
-Jenni, linda, tem calma! Isto é a segunda tempestade que nós falamos, lembraste? Eu não estou ai, mas assim que o concerto acabar eu vou direito a Londres.
-Harry, não precisas... - Ele interrompeu-me e protestou:
-Preciso sim! E tu sabes disso. Mas até lá, vais-te acalmar, vais ter com a Annie, e vais tentar aguentar firme até eu chegar. Okay?
-Sim, okay, vou tentar.
-Isso mesmo. Eu só liguei mesmo para saber se estavas bem.
-Obrigada por ligares, salvaste-me mesmo, já estava aqui a chorar à uns bons 10 minutos.
-Não tens nada que agradecer. Estou só feliz por ter ligado na altura certa.
-Eu também! - Eu sorri. Mesmo que ele não conseguisse ver, eu estava a sorrir, e de alguma forma, eu sentia que ele sabia isso.
-Vá, vai ter com a Annie. Dá-lhe um beijo por mim.
-Claro que sim! Xau Harry. Adoro-te...
-Oh, Jenni, também te adoro! Xau! - Eu dei um risinho e desligámos.
Fui até casa da Annie, então a mando do Harry. Entrei e dei-lhe um beijo numa bochecha.
-Este foi do Harry. - E dei-lhe outro beijo. - Este foi meu.
-Oh que fofos. Tiveste a falar com o Harry? - Perguntou ela.
-Sim, ele ligou-me.
-A ver se estavas bem?
-Sim, mas ainda bem que o fez.
-Porquê?
Retirei o telemóvel do bolso, abri na mensagem do Niall e passei-o para as mãos dela.
-E estás bem?
-Só chorei um bocadinho.
-Se foi um bocadinho porque tens os olhos todos vermelhos?
Eu encolhi os ombros inocentemente. Ela aproximou-se e abraçou-me. De uma maneira extremamente acolhedora e protetora. O Harry não estava aqui, mas com ela, eu conseguia aguentar sem ele. Por um bocado.
-Tem calma. Isto vai-se resolver. Ou ele para de ser esquisito e volta para ti, ou tu consegues esquece-lo. Temos só que esperar. - Declarou ela.
-Tens razão.
Eu sentei-me no sofá, como se estivesse em minha casa, à espera que a Annie falasse sobre o almoço.
-E como correu a aula?
-Bem. Mas, ugh, próxima semana é só exames.
-Pois, é o mesmo comigo... Mas fiz o almoço, tens fome?
-Oh, se tenho!

Ainda não acabei o 4º Capítulo, mas tou a fazer os possiveis, até porque este está grandinho :)
E então? Será que Niall se vai aperceber do que perdeu? Será que os rapazes não vão ser fortes o sufeciente e acabar por estragar a banda? Digam-me o que acham e comentem o capítulo!

sábado, 6 de julho de 2013

Bom fim-de-semana!!

Eu tentei acabar o 3ºCapítulo antes de me ir embora, mas não consegui, vou agr para casa do meu pai, por isso não conseguirei publicar nada. Mas vou tentar escrever no telemóvel e vou tentar escrever muito e se conseguir, Segunda publico o 3º e o 4º Capítulo! Até segunda!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Blind Love-2ºCapítulo



[Bem, ninguém disse nada contra o 1ºcapítulo, por isso continuei a escrever! Enjoy]

Após sairmos da casa, eu simplesmente me agarrei ao Harry e chorei no ombro dele.
-Vai ficar tudo bem. Não fiques assim. – Ele acariciou as minhas costas. – Vamos sair daqui, okay?
Eu acenei que sim com a cabeça, limpei as lágrimas e entramos no carro dele.
Ele levou-nos a minha casa. A Annie estava na Universidade, por isso ainda não podia falar com ela. Por azar meu, um dos meus professores andava a faltar por isso avisaram com antecedência que não haveria aulas naquele dia. Acho que teria sido mais divertido se tivesse havido aula...
Eu abri a porta e assim que entrei sentei-me no sofá. Estava praticamente morta. O meu corpo não se queria mexer, não queria respirar, não queria falar, não queria comer... Só queria ficar ali no cantinho sentado a chorar, à espera de salvamento do príncipe de cabelos loiros.
-Queres alguma coisa? – Perguntou o Harry da cozinha. – Água, bolachas, alguma coisa?
-Quero uma cerveja. Ou vinho.
-Querias! Não te vou deixar afogar as mágoas em bebida!
-Porque não?
-Porque eu assim o disse. Não vais e acabou-se.
-Mas eu preciso!
-Tu precisas é de – Começou ele enquanto entrava na sala com um copo na mão – uma água fresquinha com açúcar.
-Está bem... – Estiquei o braço para agarrar no copo. Bebi um bocado e fiquei a pensar.
O Harry sentou-se no outro sofá, e ficou a olhar.
-Porque é que isto aconteceu? – Interroguei eu.
-Não sei. Mas tudo acontece por uma razão. Talvez ele não fosse o tal.
-Ainda sinto que ele é o único.
-Porquê? – Perguntou ele intrigado.
-Não sei. Eu lutei tanto por ele... Sempre que estávamos juntos era como...como se estivéssemos no Paraíso! E cada beijo era melhor que respirar! Desde o momento que ele se declarou, eu achei que seria para sempre... – As lágrimas voltaram outra vez. – Achei que isto teria um final...diferente.
-Não podes pensar assim, Jenni. – Ele levantou-se e sentou-se a meu lado – Eu sei que há por ai um rapaz que nunca te irá fazer passar por isto e irá amar tudo o que tens para oferecer!
-Eu tenho algo para oferecer?
-Não sejas parva! É claro que sim!
-Não sei... Só acho que se isso fosse verdade o Niall não me teria trocado pela outra.
-‘Better Than Revenge’, não é?
-Sim, essa canção adequa-se á situação.
-Mas não tens que te preocupar com esse idiota, ele é que perdeu uma grande obra de arte!
-És um querido Harry! Mas, sinceramente não o culpo a ele, ou a mim...só...
-...a ela. – Completou ele.
-Sim.
Pareceu-me que ele já não sabia o que dizer, e a mim já me doía a cara toda de tanto chorar. Ele reparou nisso, levantou-se, pegou no meu telemóvel e pôs a ‘Better Than Revenge’ a tocar aos altos berros.
-Vamos lá miúda! Mostra-me o que vales! – Gritou ele a puxar-me do sofá.
-Não, Harry... Não me apetece... – Mas a meio do refrão eu já tinha “entrado na onda”. Dançava e saltava e cantava!
-“She should keep in mind, she should in mind, there is nothing I do better than revenge!” – Cantávamos os dois em cima do sofá.
Ao início estava meio chateada, mas no final da canção já sorria. Estava a ser divertido. O Harry foi muito simpático e ele fez de tudo para me fazer parar de chorar e me fazer sorrir.
-Ei, já não via esse sorriso há mais de uma hora!
-Só está aqui por tua culpa. Obrigada Harry!
-De nada Jenni, sempre às ordens! Para isso é que são os melhores amigos, não é?
-É sim. – Eu sorri e abracei-o.
Depois, simplesmente nos sentamos outra vez no sofá, e o telemóvel do Harry começou a tocar.
-Sim? – Ele atendeu a chamada. – Ah, pois era! ... Não sei, houve um pequeno problema. – Ele saiu da sala e foi para um lugar mais afastado, obviamente para eu não ouvir. Pouco tempo depois voltou. – Espera ai, já te volto a ligar.
-Quem era? – Perguntei.
-Era o Zayn. E contei-lhe o que se passou, espero que não te importes.
-Não faz mal.
-E nós tínhamos combinado ir almoçar fora com o Liam, hum, e eu não te quero deixar sozinha por isso, queres vir?
-Não me apetece mexer! Eles podem passar por cá e fazem o comer, tipo uma cena super gordurosa e trazem bebidas alcoólicas, e podemo-nos tentar divertir aqui.
-Concordo com tudo menos com a cena das “bebidas alcoólicas”. Bebemos suminho! – Ele ligou ao Zayn e transmitiu-lhe o que eu tinha dito, depois de uns “Okay’s” e “ainda bem”, ele desligou. – Sim, eles estão a vir.
-Fixe!
O Harry voltou a sentar-se ao meu lado e eu encostei a minha cabeça ao ombro dele. Não sei porquê, mas uma lágrima começou a escorrer-me pela face. Já não consegui pensar ou dizer sequer a letra ‘N’ que me doía tudo.
-O que foi? – Interrogou ele preocupado.
-Não sei... Estou...simplesmente a pensar nele. Bem, outra vez...
-Gostava imenso de fazer alguma coisa que te pudesse ajudar mas...não sei o quê.
-Harry, não te preocupes. O facto de estares aqui e não com os rapazes a divertires-te significa imenso para mim, e faz-me sentir melhor! Mas...nem sei como explicar o quanto me doí o coração...
Ele olhou para mim, limpou-me as lágrimas e beijou-me a testa.
-Não te preocupes. Vai ficar tudo bem, isto vai passar como uma estação.
-Mas as estações voltam.
-Mas nem todas são iguais. As folhas nunca são as mesmas, a erva também não, a neve e a chuva e as nuvens também não. Pronto, é como uma tempestade. Vem, atormenta tudo durante um bocado, pode deixar certas coisas partidas e estragadas, mas depois tudo se resolve.
-Como se resolve isso?
Ele levantou-se, foi à cozinha e à casa de banho, e voltou com um pano e uma caixa de primeiros socorros.
-Primeiro limpa-se a água da tempestade dos sítios por onde esta entrou. – Ele pegou no pano e limpou-me a cara delicadamente, tirando as lágrimas que secavam ali. – A seguir limpa-se as feridas. – Tirou-me o penso da mão, e desinfetou-me a ferida que por acaso estava um pouco feia. – Depois recompomos tudo: as árvores, as casas, as estradas, as lojas, e etecetera... – Passou a mão pela minha testa e depois pelo peito. – E por último, temos a certeza que isso tudo está no lugar e tem a ajuda que precisa, se ajuda for necessária. – Agarrou a minha mão e apertou-a com força. – E só com o tempo saberemos se outra tempestade não voltará e se voltar, esperamos que fique tudo no sítio.
-E as marcas que a tempestade deixar?
-Tapamo-las com coisas bonitas.
Ele olhou para mim e sorriu. Não sei porquê mas o sorriso dele contagiou-me e sorri também.
-Foi... Foi incrivelmente bonito o que disseste e fizeste. – Afirmei eu encostando a cabeça outra vez ao ombro dele.
-Obrigado!
-Não, eu é que digo obrigada. E um dos grandes, maior que a população da China.
-É mesmo grande!
-É.
Ele colocou um braço à volta dos meus ombros e assim ficamos à espera que os rapazes chegassem. E uns momentos depois a campainha tocou. Ele levantou-se para abrir a porta, eles saudaram-no e entraram com uns sacos que colocaram na cozinha, e depois foram para a sala ter comigo.
Um sentou-se à minha esquerda e outro à minha direita, e ambos me beijaram na bochecha.
-Então, como estás? – Perguntou o Zayn.
-Viva. – Repliquei.
-Oh linda, estás assim tão mal? – Interrogou desta vez o Liam.
-Um bocado...
O Liam e o Zayn trocaram olhares e tentaram dizer algo um ao outro sem produzir sons, coisa que eu não consegui perceber o que eles disseram.
-Acho que era capaz de matar o Niall neste momento... – Comentou o Zayn.
-Pois, eu também. – Concordou o Harry que estava atrás de mim apoiado no sofá.
-Não! Ninguém vai ficar chateado com o N... com ele, ou mata-lo! Primeiro, isto é entre mim e ele, e segundo, a culpa não é dele, é da outra. Ele é que está cego...
-Não, espera, isto não é só “entre mim e ele”! Tu és nossa amiga e fazes praticamente parte da família, por isso também é connosco! – Verbalizou o Liam.
-Oh, és um querido! Vocês são todos uns queridos! Mas a sério, não quero que fiquem chateados com ele por causa disto. Vocês são uma banda, são família, não podem ficar chateados por causa de um desgosto amoroso.
-Não é um desgosto qualquer! É o de uma rapariga que não merece, que só merece o melhor, e que nunca fez nada para estar neste estado. – Declarou o Zayn.
-Isto passa... Só preciso de o esquecer... Ou tentar não pensar nele. O que neste momento é impossível porque ele está constantemente a invadir os meus pensamentos.
-invasor! Hora de contra atacar! – Exclamou o Liam.
Nós todos nos rimos, e depois tivemos um pequeno abraço de grupo.
Tinha os meus rapazes do meu lado prontos a proteger-me do que fosse, e isso era super reconfortante. Sentia que não me precisava de preocupar com nada desde que eles estivessem aqui comigo.

Os rapazes são uns fofos a tentar ajuda-la, não são? Este não está tão emocionante como o último, mas nem todos podem ser! Se poderem comentar o que estão a achar da Fic até agora agradecia-vos imenso!

quarta-feira, 3 de julho de 2013

Por favor amigas, respondam!

Então lindas? Preciso mesmo de saber o que acharam daquele capítulo! Preciso mesmo que comentem! É que se não gostaram, não vale a pena continuar a escrever, não é? Por favor, digam alguma coisa!

Blind Love - 1º Capítulo



-Hahaha! Niall! Para com isso!
-O que é que foi? – Ele inocentemente me respondeu como se não me estivesse a fazer cocegas há 10 minutos.
                Eu fartei-me, empurrei-o para trás e ele caiu na cama, puxando-me com ele. Ficamos assim, lado a lado. Eu virei a cara para ele, olhei-o nos olhos e... Wow... Como é que é possível amar assim tanto alguém?
                Passei a mão pelo cabelo dele, (Amo aquele cabelo loiro e fofo dele.) e depois de brincar um bocado ele agarrou-me e encostou-me a ele. Os nossos lábios ficaram a milímetros de distância. A ansiedade de o querer beijar crescia. Perdi-me no rosto dele. Aqueles olhos azuis... Aquelas bochechas adoráveis... Os lábios irresistíveis... Ele acabou com aquela ansiedade e os nossos lábios finalmente tocaram. A emoção crescia e a paixão era tanta que parecia que tínhamos íman, e apenas funcionava em nós.
                -Por mim as coisas nunca mudariam. Podíamos ficar assim para sempre...
                -Concordo... Mas ambos sabemos que as coisas mudam.
                -Niall! Não sejas pessimista!
-Eu não quero ser. Mas é a verdade. – Ele entristeceu um pouco, olhou para mim e agarrou na minha mão. Com força, como se não a quisesse largar nunca mais.
-E se não pensasse-mos nisso agora, e aproveitasse-mos o nosso tempo juntos? – Eu disse, sorrindo, enquanto me punha em cima dele.
Entrelacei os dedos das nossas mãos e beijei-o no nariz.
-E o que... – Ele ia para falar mas a campainha da porta interrompeu-o.
-Eu vou lá. – Afirmei. Levantei-me e dirigi-me à porta. A meio do caminho até lá, voltaram a tocar. De prepósito, desacelerei o passo. Já tinha uma ideia de quem era. Abri e porta e sim, acertei.
-Olá! Bom dia Jennifer!
-Bom dia Annie! Que te trás por aqui tao cedo?
-O Harry também esta ali no carro!
Olhei para dentro do vidro, la estava ele no lugar do condutor.
-Ola Harreh. - Saudei-o a acenar.
-Ola Jenni. - Ele acenou de volta.
Ele é praticamente o único que me chama Jenni, e eu sou a única que lhe chama Harreh, no nosso "grupo".
-E nós, -ela continuou- queríamos ir dar uma volta, por isso decidimos convidar o nosso casal preferido! E visto que és a minha melhor amiga, e tu e o Harry também são melhores amigos, não nos poderás dar um "Não".
-Está bem, está bem. Eu vou dizer ao Niall. E vou-me vestir.
-Fixe! Não demorem.
Fechei a porta e voltei para dentro de casa. Eu amava aquela casa. Gira, grande e acolhedora... Quem diria que um homem conseguia deixar a casa assim tao arrumada?! Pois porque, a casa é do Niall.
Entrei no quarto. Ele já tinha adormecido outra vez. Ficava tao fofo assim tao calmo...! Pus-me ao lado dele, e devagar beijei-lhe os lábios. Lentamente, ele abriu os olhos e sorriu.
-Que paisagem tão bonita! - Ele comentou.
-Obrigada! - Eu sorri de volta. Expliquei-lhe a conversa que tinha tido com Annie, e um pouco preguiçosamente, ele lá concordou.
Rapidamente, vestimo-nos e fomos ter com eles lá fora. Entramos no carro, saudamo-nos todos e lá fomos dar "a volta" que eles queriam.
Passado um tempo a decidir o que iriamos fazer, paramos numa pastelaria. Conversávamos todos, mas alguma coisa não estava bem neles os dois.
-Devo perguntar o motivo de tanta excitação e entusiasmo? - Perguntei curiosa.
-É que nós hoje... Fazemos 2 meses de namoro! - Respondeu-me o Harry.
-Ah, parabéns! - Disse o Niall. - Mas porque decidiram estar connosco em vez de ficarem em casa os dois?
-Não sei. Estávamos demasiado contentes para não contarmos nada a ninguém. - Comentou a Annie.
Nós ficamos bem com a resposta e continuamos a conversa e a comer.
Foi uma manhã normal. Nada do outro mundo aconteceu. Assim como o almoço. Almoçamos todos juntos, as piadas normais, as gargalhadas do costume, um dia muito normal. Sem contar com o facto de eles estarem de folga e não num estúdio ou a prepararem-se para um concerto. Estava tudo igual desde à 3 meses, quando eu e o Niall começamos a namorar.
Não digo 2 meses, porque nós sempre soubemos que a Annie e o Harry iriam namorar! Só foi difícil eles aperceberem-se do que se passava ali.
Penso que eu e o Niall fomos mais discretos no que conta ao que nós sentíamos um pelo outro. Quando ficávamos sozinhos é que as coisas ficavam um pouco... Estranhas.
No dia seguinte, acordei ao lado daquele Sol que me ilumina o dia. Sempre que eles estão de folga, eu "mudo-me" para a casa dele. Tenho que aproveitar todos os minutos! Eu queria saltar para cima dele mas era cedo...queria deixá-lo dormir mais um pouco. Então levantei-me devagarinho, sai do quarto, fechei a porta atrás de mim e fui fazer o pequeno-almoço, mas visto que ainda era cedo...fui ver televisão.

Uma hora depois, já com o pequeno-almoço feito, acordei o Niall.
-Uh, bom dia! - Festejou ele ao ver o pequeno-almoço feito. - E é tão tarde porquê?
-Achei que querias dormir.
-Oh, que fofa!
Eu sorri, e deixei-o comer. Fomos juntos para a cozinha arrumar aquilo. Íamos a meio das limpezas quando a campainha tocou.
-Eu vou. – Disse ele.

*Niall mode on*
Saí da cozinha em direção à porta. Olhei pelo buraco para ter a certeza que não era nenhum paparazzi ou fã maluca, e não era. Abri a porta e...
-Niall! Estás aqui! – Ela agarrou-me contra ela e beijou-me. Atrás de mim, consegui ouvir o som de uma porcelana a cair no chão e a partir-se em mil pedacinhos.
-Pára! – Empurrei a rapariga para trás com quanta força tinha. Ela conseguiu equilibrar-se. – O que fazes aqui? O que pensas que estás a fazer?
-Pensei que me querias ver...
-Tu traíste-me, lembraste?
A minha ex-namorada... Apesar de ela me ter magoado imenso, aquele beijo despertou tantos sentimentos em mim... Mas só conseguia pensar em como estaria a Jennifer. Olhei para trás, e ela fixava-nos aos dois. Corri para ela.
-Estás bem? – Perguntei preocupadíssimo.
-O que... O que é que se passou?
-Oh desculpa, não sabia que a tua namorada estava em casa. – Disse a rapariga ao pé da porta.
-Amor, eu vou falar com ela. Por favor tem calma. – Afirmei eu a Jennifer, que parecia aterrorizada com o beijo.
Sem dizer mais nada, peguei na rapariga, empurrei-a para fora de casa e fechei a porta.

*Normal mode on*
Eu não... Estava totalmente sem palavras, só me ocorreu um pensamento “Ligar ao Harry”. Porquê ao Harry? Não faço a mínima. Podia ter pensado na Annie ou no Zayn, mas o Harry foi a primeira pessoa que me ocorreu.
Sentei-me no chão encostada á parede, e apoiei-me num braço. Sem ver, coloquei a mão em cima de um pedaço de vidro e cortei-me. Nem liguei muito, mas não saiu pouco sangue. Peguei no telemóvel e marquei o número dele.
-“Jenni! Bom dia!”
-Harry, preciso que venhas a casa do Niall urgentemente.
-“Porquê? O que é que se passou?”
-Depois explico-te. Preciso mesmo de ti aqui.
-“Okay, okay. Estou a ir.”
Desliguei a chamada. Dez minutos depois nem sinal da rapariga ou do Niall, mas o Harry apareceu.
A porta estava aberta por isso ele simplesmente girou a maçaneta e entrou.
-O que se passou? Com quem está o Niall aos bei... A falar lá fora? Porque está tudo partido?
Expliquei-lhe exatamente o que tinha acabado de se passar, pois eu sabia quem era a rapariga. Era uma ex-namorada do Niall, por quem ele outrora, tinha estado cegamente apaixonado. Há sempre aquela pessoa por quem nos apaixonamos e por quem faríamos tudo, mas essa pessoa só nos está a manipular. Eu tinha praticamente a certeza que o Niall não lhe ia resistir, por isso, sentia-me terrível.
O Harry limpou os cacos do chão, limpou-me a ferida e pôs-me um penso e sentou-se ao meu lado com a mão à volta dos meus ombros. Encostei a cabeça ao peito dele e...chorei.
“E agora percebo porque foi ele a quem liguei...” pensei eu.
-Doí-te a mão? – Perguntou.
-Neste momento não sinto nada.
-Jenni, tu não sabes o que vai acontecer... Pode ser que ele finalmente abra os olhos e veja que ela é má rés.
-Nem tu acreditas no que estás a dizer.
-Acredito sim!
-Isso não poderia ser possível. Ele só vai ver que ela é uma cabra depois de ela o tentar roubar. Mas não o culpo se ele me trocar por ela...
-Não digas isso, Jennifer! Isso não vai acontecer! – Ele limpou-me as lágrimas da face com uma ponta da camisola. – Não chores... Odeio ver-te chorar. Pronto, acho que sei algo que te pode acalmar.
Ele limpou a garganta e começou a cantar. Cantou a Safe & Sound, acho que para dizer que eu iria ficar bem e não tinha que me preocupar com nada.
Uns 20 minutos depois, o Niall entrou em casa. Ele parecia triste e entusiasmado ao mesmo tempo.
-Posso falar contigo? A sós...? – Perguntou ele, calma e timidamente.
-Eu não quero ouvir o que tens a dizer. Diz ao Harry e ele diz-me ou escreve num papel. Não sei! Mas, não consigo ouvir o que...vais dizer. – O esforço do Harry para me fazer parar de chorar não valeu a pena pois assim que o Niall falou, as lágrimas voltaram a escorrer-me pela face.
-Por favor não chores! Mata-me ver-te chorar! – Ele ajoelhou-se à minha frente. – Eu sei que sou um idiota por te fazer isto, mas algo me puxa contra ela a que eu não consigo resistir.
-Eu não te culpo Niall... Quando começamos a namorar eu disse-te o que achava dela, mas tu não ligaste. – Limpei as lágrimas e tentei ficar calma – Eu confiei em ti... Mas talvez não o devia ter feito.
Uma pequena lágrima caiu dos olhos dele para as calças.
-Eu espero que um dia me... – Ele ia continuar a falar mas o Harry interrompeu-o.
-Se quisesses mesmo que ela te perdoasse, primeiro não farias nada que a magoasse tanto. – Ele levantou-se e deu-me a mão para eu me levantar também. – Já ouvi que chegue. Sê muito feliz com a outra rapariga, mas espero que saibas o que fizeste aqui: partiste o coração de uma das melhores raparigas que alguma vez vais conhecer.
Dito isto, ambos nos aproxima-mos da porta.
-Depois alguém irá vir buscar as coisas dela. – Frase terminal do Harry. Abriu a porta, e ambos saímos.


Demasiada emoção para o primeiro capítulo? Não sei, mas tinha que acelerar as coisas... E então, então! Que acharam deste primeiro capítulo? Comentem por favor! Quero mesmo saber a vossa opinião!