Stand Up

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Blind Love-4ºCapítulo



*Mode narrador ausente*
-Porque tens que continuar a premir a mesma tecla?
-O quê? - Perguntou Liam a Harry intrigado.
-É ali para o Niall. Porque tens que a continuar fazer sofrer?
-O que é que ele fez? - Interrogou Zayn.
-Enviou uma mensagem à Jennifer, não sei o que dizia, mas quando lhe liguei ela fartou-se de chorar.
-Chorar?! - Exclamou Niall. - Não foi a minha intenção...
-Harry, tem calma. - Disse Liam dando uma palmadinha no ombro de Harry.
-Está bem... - Respondeu ele a Liam, e virou-se para Niall. - Eu não quero saber se namoras com a outra, e se és feliz com ela ou não, mas a Jennifer é uma rapariga fantástica que precisa de sarar. E tu estás-te a meter no meio disso. Se queres voltar para ela, muito bem, mas agora se é para andares a faze-la sofrer cada vez mais com estupidas mensagens, vale mais estares calado.
Niall assentiu com a cabeça sem dizer nada. E no resto da viagem, também mais ninguém abriu a boca.

*Normal mode on*
À noite concerto acabou às 23 horas, e logo a seguir, o Harry alugou um carro e seguiu para Londres, enquanto os outros rapazes foram para Manchester onde ficaram num hotel. Harry chegou a Londres quase às 4 da manhã.
Ele estacionou o carro, subiu o prédio e tocou à campainha.
-Harry? Que fazes aqui?
-Eu disse que viria ter contigo depois do concerto. – Respondeu ele.
-Mas são 4 da manhã!
-Dou-te 5 libras se me disseres que estavas a dormir e que não choraste durante este período da meia-noite até agora.
-Então passa para cá o dinheiro.
-A televisão está acesa. – Disse ele a apontar para dentro da casa.
-Hum... Está bem! Não consigo dormir... Só consigo pensar nele e essa parte do meu cérebro que está a pensar nele está a bloquear tudo o resto...
-Por isso é que eu estou aqui.
-Entra. Não vamos ficar aqui fora.
Ele entrou. Eu perguntei-lhe se ele queria alguma coisa e ele disse que tinha fome, por isso fiz-lhe uns ovos mexidos para ele não morrer. Deixei-o comer na sala, com a promessa que não me sujaria aquilo tudo.
-E então, o que é que pensas tanto?
-Não sei. É como se o fosse o fantasma dele... E ele assombra-me e controla-me os pensamentos e sempre que lhe apetece “Vamos pô-la a pensar em mim!” E são coisas totalmente ao calhas.
Ele pareceu pensativo. Ele pousou o prato, levantou-se e voltou segundos depois com a minha guitarra.
-O que vais fazer? – Perguntei.
Ele não respondeu. Simplesmente sorriu e começou a tocar. A tocar uma versão acústica da “It’s Time” dos Imagine Dragons. Assim que acabou, ele comentou:
-Não podes mudar quem eras por causa dele. Esta não é a divertida, parva e sorridente Jennifer que eu conhecia. Que nós todos conhecíamos. Está na hora de voltares atrás. Está na hora de o começares a esquecer. Eu sei que só passaram 3 dias, mas 3 dias transformam-se em semanas, e semanas em meses e meses em loucura e tens que parar antes que seja mais difícil. Eu não te consigo ver mais assim. Vá lá Jenni, está na hora.
-Tens razão, Harry. Mas é tão difícil! Eu nunca o vou conseguir esquecer completamente. – Ele largou a guitarra, sentou-se a meu lado e colocou o braço em cima dos meus ombros apertando-me contra ele.
-Eu sei. Mas por isso é que estou aqui.
-E já disseste isso duas vezes desde que chegaste. – Ele ignorou-me.
-Não tens aulas amanhã?
-Não. Agora é só estudar.
-Então pronto, tens que dormir para poderes estudar com energia.
-Quem é que consegue estudar com energia? – Perguntei enquanto ele me acompanhava até ao quarto.
Eu deitei-me, ele tapou-me e sentou-se ao meu lado acariciando-me o cabelo.
-És o melhor amigo que alguém pode ter Harry. – Eu sorri para ele, e depois fechei os olhos para tentar adormecer.
-Pois, melhor amigo... – Sussurrou ele.
Ignorei. Pensei que ele estivesse a gozar comigo. Mas não me preocupei. Minutos depois consegui adormecer.
Na manhã seguinte acordei e abri os olhos devagarinho. Olhei para os lados e o Harry tinha adormecido a meu lado, pois estava a li, meio deitado, de olhos fechados, no mesmo sitio onde estava à noite quando adormeci.
Toquei-lhe no nariz com força, passei-lhe a mão pelo cabelo, desci para a cara, e ia preparar-me para lhe dar uma chapada, mas ele agarrou na minha mãe e voltou a encosta-la à bochecha dele. Eu apertei-a.
-Uh, tens umas bochechas fofas! – Expus.
-Eu sei, obrigado! – Armou-se ele. – Bom dia! Aparentemente adormeci aqui...
-Não faz mal. A mim não me incomodaste! E sinto-me melhor por ter dormido protegida... Hehe.
-Ai é? E se eu for um daqueles gajos que afinal é super mau, e estou a preparar um plano para o teu mal?
-Não eras capaz. – Eu levantei-me para ir à casa de banho.
-O quê? O que queres dizer?
-Que não eras capaz de me fazer mal. Ou sequer de pensar nisso
-Ai é? Achas isso?
-É óbvio. – Gritei da casa de banho.
-É provável. – Sussurrou ele. – Tudo por ti.
-Disseste alguma coisa?
-Han? Não.
Eu encostei-me à porta do quarto.
-Queres-nos fazer o pequeno-almoço? Eu fiz-te a “ceia”.
-E conduzi durante quase 5 horas para vir ter contigo.
-Exato. Tens que fazer alguma coisa para me fazer mais feliz.
-“Fazer mais feliz”...? Isso quer dizer que estás feliz por estar aqui?
-Mas isso é óbvio rapaz! – Eu sorri. – E pequeno-almoço? – Fiz beicinho.
-Não faças isso! Eu sou sensível!
Eu cheguei-me ao pé do lado da cama onde ele estava, ajoelhei-me e continuei a fazer beicinho.
-Está bem!
Eu levantei-me, beijei-lhe a testa e sentei-me no sofá. Ele seguiu-me mas continuou para a cozinha.
Um tempo depois, o Harry lembrou-se:
-Ei, queres ir jogar golf? Sempre me ajudou a desanuviar!
-Eh, até é uma boa ideia! Okay, podemos ir.
-Vais ver que vai valer a pena!
-Uh, olha, vou ligar à Annie para vir connosco!
-É claro que vais... – Sussurrou ele pouco convencido. – Quer dizer: fixe!
Há tarde, lá fomos nós jogar. Eu nunca tinha jogado, por isso, obviamente não sabia nada daquilo.
-Pronto Harry, podes começar. Mostra-nos o que vales! – Exclamou a Annie.
O Harry posicionou-se, acertou na bola com força e chegou à área da bandeira.
As duas aplaudimos, ele sorriu, e fez uma vénia.
Depois foi a Annie, que também não fez uma má tacada e eu...que não fazia a mínima do que fazer.
-Hum... Eu nunca joguei. – Comentei.
-Espera, deixa-me ajudar-te. – Verbalizou o Harry.
Ele chegou-se atrás de mim, pôs as mãos na minha anca, para-me ajudar na postura, depois colocou as mãos dele em cima das minhas, e a cabeça dele em cima do meu ombro e sussurrou:
-Agora, é fazer o balanço certo com o taco, apontar bem para o sítio onde queres que a bola vá, ter em atenção ao vento, mas hoje não está muito, por isso não tens que te preocupar, e bater na bola com força.
-Okay. – Respondi.
Por segundos ficou a olhar para mim, e depois voltou a concentrar-se. Fez o balanço, e acertamos na bola com força, que calhou na área da bandeira.
-E é assim. – Disse ele a largar-me.
Olhamos para trás, e a Annie estava com um ar pensativo. Tentei perguntar-lhe o que tinha, mas não me disse nada. Depois fomos naqueles carrinhos até onde as bolas se encontravam.
Para enfiar a bola naquele buraco minúsculo foi difícil. Não para o Harry que acertou á primeira. Ele ganhou, em segundo a ficou Annie, e depois eu.
-Nada mau para uma primeira vez, não é?! – Comentou a Annie.
-É verdade. Esperava resultados piores. – Disse.
Pouco tempo depois, uma conversa e umas bebidas, fomos para casa. A Annie para a dela, e o Harry ia-me deixar na minha.
-Hum, Harry? Posso-te pedir um favor? – Interroguei timidamente.
-Qualquer coisa!
-Hum... Podes dormir em minha casa outra vez? Ontem foi a única em 3 noites que dormi bem, e deve ter sido por teres estado lá...
-É claro, Jenni! Não é favor nenhum. – Ele estacionou o carro e ambos subimos o prédio.

*Mode narrador ausente on*
Depois do jantar, e de um bocado de Twitter, os dois foram para o quarto de Jennifer onde o Harry se sentou ao lado dela a conversarem.
-Harry, posso-te fazer uma pergunta?
-Claro. – Afirmou ele.
-Porque te estás a dar a este trabalho todo de me tentares ajudar?
-Porque... Olha, porque é que me ligaste a mim quando precisaste de ajuda?
-Responde tu primeiro. – Disse ela.
Um milhão de pensamentos passaram-lhe pela cabeça. Um milhão de respostas. Mas ele não quis usar nenhuma dessas. Talvez não fossem apropriadas, talvez ele não lhe quisesse dizer, talvez era demasiado cedo...
-Porque... Senti que estavas vulnerável, e que precisavas de alguém que gostasse de ti, e que se preocupasse contigo. E como me ligaste, senti que precisavas de mim. – Ele suspirou. – Agora tu.
-Sinceramente não sei. Foste o primeiro que me veio a cabeça. Achei que fosses o único que iria guiar durante cinco horas à noite só para teres a certeza que estava bem. E acho que achei bem.
Ele sorriu. Colocou o braço em cima dos ombros dela e ela agarrou-lhe a mão.
-Obrigada Harry. Devo-te tudo.
-Não me deves nada. Não precisas de agradecer.
Passado um bocado, ele olhou para ela e ela tinha adormecido. Ele aconchegou-a nos lençóis, passou a mão pelo cabelo dela e murmurou:
-Acho que me estou a apaixonar pela minha melhor amiga...


Se poderem comentar alguma coisa...  O que quiserem! Agradecia-vos imenso!

segunda-feira, 8 de julho de 2013

Blind Love-3ºCapítulo



*Mode narrador ausente on*
No dia seguinte, a folga dos rapazes tinha acabado e eles tinham concerto nesse dia. Era o primeiro concerto da ‘Where We Are Tour’ no Reino Unido, por isso eles foram de Londres até Sunderland de manhãzinha.
O Harry pediu desculpa por ter que se ir embora e deixar a Jennifer sozinha, mas ela disse que ele era parvo e que era óbvio que tinha que ir ao concerto, não precisava de se desculpar.
Ao entrarem no autocarro, faltava o Niall, que apareceu mais tarde à boleia da sua nova namorada. Ele entrou e saudou toda a gente:
-Bom dia a todos! Desculpem o pequeno atraso.
-Bom dia Nialler! – Felicitou o Louis.
-Bom dia. – Disse o Liam mesmo obrigado.
O motorista e essa gente toda, que se encontravam no autocarro, também lhe retribuíram o olá. Só...o Harry e o Zayn é que não abriram a boca.
Liam sussurrou-lhes aos dois:
-Vocês ouviram a Jennifer! Não é para ficarem chateados com ele! A culpa não é dele!
-Nem tu acreditas nisso! – Replicou o Zayn.
-Comportem-se! - Afirmou por último o Liam.
Os três rapazes se dispersaram e continuaram a fazer o que antes estavam a fazer.
Segundos depois, alguém se virou para o Niall e fez-lhe uma pergunta:
-Porque chegaste meio tarde? Costumas ser o primeiro.
-Ah, estava com a minha namorada.
-A Jennifer! Como está ela? – O homem continuou o interrogatório.
-Já esteve bem melhor. – Comentou o Harry da outra ponta do autocarro. – E não é da Jenni que ele está a falar.
O Liam chegou por detrás do Harry, colocou-lhe a mão em cima do ombro e sussurrou:
-Acalma-te Harry. Ela não queria isto. Deixa estar.
-Não consegui evitar!
-Mas o que aconteceu à Jennifer? Ela parecia super apaixonada por ti.
-E estava! – Desta vez foi o Zayn.
-Ei, o que é que se passou? – Perguntou o Louis intrigado.
-Sim Niall. O que é que se passou? – Repetiu o Harry.
-Humm, eu... – Começou o Niall. – Bem, eu decidi dar uma oportunidade a uma ex-namorada.
-Aquela que o traiu. – Completou o Zayn.
-O quê? – Louis ficou espantado. – Porque fizeste isso? A Jennifer era louca por ti! Como é que ela está.
-Péssima. – Murmurou-lhe o Harry.
-Estás louco Niall? – Exclamou o Louis.
O homem interveio:
-Acabou! Ninguém se vai chatear por causa disto! Vão todos calar-se, cada um para seu lugar, e recompor-se para o raio do concerto hoje! E é para estarem TODOS amigos! Esqueçam que perguntei alguma coisa.
Cada um foi para seu canto, sem olharem Niall nos olhos.
-O que se passou exatamente? Contas-me a história? – Virou-se Louis para Harry.
-Claro. – Ele explicou-lhe tudo o que Jennifer lhe tinha dito que aconteceu até ele chegar, e depois contou-lhe tudo, desde que chegou a casa do Niall, até Liam e Zayn chegarem a casa dela.
Louis ficou totalmente sem palavras. A Jennifer e ele sempre tiveram uma relação muito divertida, e ela sempre parecera muito feliz. Nunca pensou que o Niall a trocasse por outra, e definitivamente não pensou que isso a destruísse completamente.
                -Mas espera, porque é que ela te ligou a ti? E não á Annie, a melhor amiga desde o 7º ano ou ao Zayn, pessoa em que ela confia sempre mais em tudo?
-Não sei... Também já me perguntei isso.
-Oh, se calhar ela confia mais em ti...do que nos outros. E se não confiava antes, confia agora.
-Sim, mas é que... – Harry foi interrompido pelo telemóvel dele. – Sim?
-“Olá lindo!” – Era a Annie.
-Olá!
-“Então como está tudo com os rapazes?”
-Hum, bem, só houve aqui um pequeno problema por causa do...Niall.
-“A sério? E o que se passou?”
-Eu depois explico-te. Digamos que nós não achamos piada nenhuma ao que ele fez à Jennifer.
-“Ela não vos disse para não ficarem chateados?”
-Não me consegui conter... Como está ela?
-“Não sei. Ela foi à aula que tinha de manhã.”
-Ah fez bem. Pode ser que esqueça isto durante aquelas 2 horas.
-“Sim tens razão.”
-Eu tenho que ir, nós vamos partir agora.
-”Okay, diz alguma coisa quando chegares lá, tem cuidado!”
-Eu digo. Toma conta da Jenni. Xau!
-“Xau.” – E desligaram.
Niall sentia-se péssimo por estar a fazer isto. Aos rapazes, à Jennifer, e se algo acontece-se à banda, ele iria sentir que a culpa era dele. Ele pegou no telemóvel e enviou uma mensagem à Jennifer.

“Desculpa! A minha ideia não era fazer-te isto. Nunca te quis magoar! Eu não sei o que se está a passar comigo... Eu não quero que estejas triste e não quero que os rapazes fiquem chateados comigo... Desculpa-me Jennifer, eu sei que sou um idiota!”

Ele esperou, e esperou pela resposta, mas nada. Ele tinha a certeza que ela tinha visto, mas...não lhe respondeu.
Era frustrante tê-la magoado assim tanto. Nunca fora a intenção dele. Ela era sempre tão forte e sorridente que ele nunca pensou que significava assim tanto para ela, e que ela pudesse sofrer tanto. Também era compreensível, “Troquei-a pela rapariga que me traiu. Mas o que estou eu a fazer?” Ele pensava em tudo num canto do sofá enquanto o resto dos rapazes se divertiam.
Liam reparou em Niall. Devagar se levantou e sentou-se ao lado dele.
-O que se passa? – Interrogou Liam.
-Não sei. Sinto-me um idiota por a ter magoado assim tanto. Nunca pensei que ela gostasse assim tanto de mim.
-Niall, ela era louca por ti. Notava-se à distância! De todas as raparigas que já gostaram de ti, ela é a única que estava totalmente, cegamente, loucamente apaixonada por ti. Aquela rapariga podia ter feito tudo por ti, podia-te ter dado tudo o que quisesses, e tu deixaste isso escapar. Não sei se a conseguirás de volta se quiseres. – Niall não respondeu. Não conseguia dizer nada. – Sabes a quem é que ela ligou quando precisou de alguém no pior momento, não sabes?!
-Sei. – Ele suspirou.
-Perdeste a rapariga perfeita para ti. Não sei se a conseguirás de volta. Isto é, se quiseres. Se quiseres continuar com a rapariga que te traiu, isso é lá contigo.
Liam levantou-se e sentou-se ao pé dos outros rapazes.
-Porque foste falar com ele? – Perguntou Harry.
-Fui avisá-lo.

*Normal mode on*
Ia a sair da sala quando senti o telemóvel a vibrar no bolso das calças. Sem olhar para o ecrã, simplesmente abri a mensagem e comecei a ler. Só queria responder "Niall, eu amo-te! Por favor volta para mim!" mas não. Fui forte e nem respondi, mas pequenas lágrimas me inundaram os olhos. Corri até ao carro para que ninguém visse e quando me sentei e fechei a porta, deixei tudo sair. Queria chama-lo estúpido e idiota mas ao mesmo tempo queria beija-lo e abraça-lo e estar com ele e...era tudo tão frustrante e a mensagem foi tão intoxicante e dolorosa de ler!! Ele estava a ser tão complicado, mas porquê? Se calhar nem me ama...mas ele era o rapaz perfeito. Simpático, divertido, amoroso, parvo, giro... Porque tem ele que me fazer isto?
Depois de uma grande choradeira e pensamentos e perguntas, salvaram-me. O telemóvel começou a vibrar.
-Harreh! - Felicitei eu.
-Olá Jenni! Estás tão feliz porquê?
-Só estou contente por te ouvir. - Funguei o nariz para conseguir falar melhor.
-Estiveste a chorar? Porquê? - Pelo som da voz dele, ele parecia preocupado.
-Ele... Ele enviou-me uma mensagem, e eu não me consegui conter! - O mar de lágrimas voltou, não que eu quisesse. - Eu só o quero a meu lado! Isso é pedir muito? Eu só... Eu amo-o tanto, Harry!
-Jenni, linda, tem calma! Isto é a segunda tempestade que nós falamos, lembraste? Eu não estou ai, mas assim que o concerto acabar eu vou direito a Londres.
-Harry, não precisas... - Ele interrompeu-me e protestou:
-Preciso sim! E tu sabes disso. Mas até lá, vais-te acalmar, vais ter com a Annie, e vais tentar aguentar firme até eu chegar. Okay?
-Sim, okay, vou tentar.
-Isso mesmo. Eu só liguei mesmo para saber se estavas bem.
-Obrigada por ligares, salvaste-me mesmo, já estava aqui a chorar à uns bons 10 minutos.
-Não tens nada que agradecer. Estou só feliz por ter ligado na altura certa.
-Eu também! - Eu sorri. Mesmo que ele não conseguisse ver, eu estava a sorrir, e de alguma forma, eu sentia que ele sabia isso.
-Vá, vai ter com a Annie. Dá-lhe um beijo por mim.
-Claro que sim! Xau Harry. Adoro-te...
-Oh, Jenni, também te adoro! Xau! - Eu dei um risinho e desligámos.
Fui até casa da Annie, então a mando do Harry. Entrei e dei-lhe um beijo numa bochecha.
-Este foi do Harry. - E dei-lhe outro beijo. - Este foi meu.
-Oh que fofos. Tiveste a falar com o Harry? - Perguntou ela.
-Sim, ele ligou-me.
-A ver se estavas bem?
-Sim, mas ainda bem que o fez.
-Porquê?
Retirei o telemóvel do bolso, abri na mensagem do Niall e passei-o para as mãos dela.
-E estás bem?
-Só chorei um bocadinho.
-Se foi um bocadinho porque tens os olhos todos vermelhos?
Eu encolhi os ombros inocentemente. Ela aproximou-se e abraçou-me. De uma maneira extremamente acolhedora e protetora. O Harry não estava aqui, mas com ela, eu conseguia aguentar sem ele. Por um bocado.
-Tem calma. Isto vai-se resolver. Ou ele para de ser esquisito e volta para ti, ou tu consegues esquece-lo. Temos só que esperar. - Declarou ela.
-Tens razão.
Eu sentei-me no sofá, como se estivesse em minha casa, à espera que a Annie falasse sobre o almoço.
-E como correu a aula?
-Bem. Mas, ugh, próxima semana é só exames.
-Pois, é o mesmo comigo... Mas fiz o almoço, tens fome?
-Oh, se tenho!

Ainda não acabei o 4º Capítulo, mas tou a fazer os possiveis, até porque este está grandinho :)
E então? Será que Niall se vai aperceber do que perdeu? Será que os rapazes não vão ser fortes o sufeciente e acabar por estragar a banda? Digam-me o que acham e comentem o capítulo!

sábado, 6 de julho de 2013

Bom fim-de-semana!!

Eu tentei acabar o 3ºCapítulo antes de me ir embora, mas não consegui, vou agr para casa do meu pai, por isso não conseguirei publicar nada. Mas vou tentar escrever no telemóvel e vou tentar escrever muito e se conseguir, Segunda publico o 3º e o 4º Capítulo! Até segunda!

sexta-feira, 5 de julho de 2013

Blind Love-2ºCapítulo



[Bem, ninguém disse nada contra o 1ºcapítulo, por isso continuei a escrever! Enjoy]

Após sairmos da casa, eu simplesmente me agarrei ao Harry e chorei no ombro dele.
-Vai ficar tudo bem. Não fiques assim. – Ele acariciou as minhas costas. – Vamos sair daqui, okay?
Eu acenei que sim com a cabeça, limpei as lágrimas e entramos no carro dele.
Ele levou-nos a minha casa. A Annie estava na Universidade, por isso ainda não podia falar com ela. Por azar meu, um dos meus professores andava a faltar por isso avisaram com antecedência que não haveria aulas naquele dia. Acho que teria sido mais divertido se tivesse havido aula...
Eu abri a porta e assim que entrei sentei-me no sofá. Estava praticamente morta. O meu corpo não se queria mexer, não queria respirar, não queria falar, não queria comer... Só queria ficar ali no cantinho sentado a chorar, à espera de salvamento do príncipe de cabelos loiros.
-Queres alguma coisa? – Perguntou o Harry da cozinha. – Água, bolachas, alguma coisa?
-Quero uma cerveja. Ou vinho.
-Querias! Não te vou deixar afogar as mágoas em bebida!
-Porque não?
-Porque eu assim o disse. Não vais e acabou-se.
-Mas eu preciso!
-Tu precisas é de – Começou ele enquanto entrava na sala com um copo na mão – uma água fresquinha com açúcar.
-Está bem... – Estiquei o braço para agarrar no copo. Bebi um bocado e fiquei a pensar.
O Harry sentou-se no outro sofá, e ficou a olhar.
-Porque é que isto aconteceu? – Interroguei eu.
-Não sei. Mas tudo acontece por uma razão. Talvez ele não fosse o tal.
-Ainda sinto que ele é o único.
-Porquê? – Perguntou ele intrigado.
-Não sei. Eu lutei tanto por ele... Sempre que estávamos juntos era como...como se estivéssemos no Paraíso! E cada beijo era melhor que respirar! Desde o momento que ele se declarou, eu achei que seria para sempre... – As lágrimas voltaram outra vez. – Achei que isto teria um final...diferente.
-Não podes pensar assim, Jenni. – Ele levantou-se e sentou-se a meu lado – Eu sei que há por ai um rapaz que nunca te irá fazer passar por isto e irá amar tudo o que tens para oferecer!
-Eu tenho algo para oferecer?
-Não sejas parva! É claro que sim!
-Não sei... Só acho que se isso fosse verdade o Niall não me teria trocado pela outra.
-‘Better Than Revenge’, não é?
-Sim, essa canção adequa-se á situação.
-Mas não tens que te preocupar com esse idiota, ele é que perdeu uma grande obra de arte!
-És um querido Harry! Mas, sinceramente não o culpo a ele, ou a mim...só...
-...a ela. – Completou ele.
-Sim.
Pareceu-me que ele já não sabia o que dizer, e a mim já me doía a cara toda de tanto chorar. Ele reparou nisso, levantou-se, pegou no meu telemóvel e pôs a ‘Better Than Revenge’ a tocar aos altos berros.
-Vamos lá miúda! Mostra-me o que vales! – Gritou ele a puxar-me do sofá.
-Não, Harry... Não me apetece... – Mas a meio do refrão eu já tinha “entrado na onda”. Dançava e saltava e cantava!
-“She should keep in mind, she should in mind, there is nothing I do better than revenge!” – Cantávamos os dois em cima do sofá.
Ao início estava meio chateada, mas no final da canção já sorria. Estava a ser divertido. O Harry foi muito simpático e ele fez de tudo para me fazer parar de chorar e me fazer sorrir.
-Ei, já não via esse sorriso há mais de uma hora!
-Só está aqui por tua culpa. Obrigada Harry!
-De nada Jenni, sempre às ordens! Para isso é que são os melhores amigos, não é?
-É sim. – Eu sorri e abracei-o.
Depois, simplesmente nos sentamos outra vez no sofá, e o telemóvel do Harry começou a tocar.
-Sim? – Ele atendeu a chamada. – Ah, pois era! ... Não sei, houve um pequeno problema. – Ele saiu da sala e foi para um lugar mais afastado, obviamente para eu não ouvir. Pouco tempo depois voltou. – Espera ai, já te volto a ligar.
-Quem era? – Perguntei.
-Era o Zayn. E contei-lhe o que se passou, espero que não te importes.
-Não faz mal.
-E nós tínhamos combinado ir almoçar fora com o Liam, hum, e eu não te quero deixar sozinha por isso, queres vir?
-Não me apetece mexer! Eles podem passar por cá e fazem o comer, tipo uma cena super gordurosa e trazem bebidas alcoólicas, e podemo-nos tentar divertir aqui.
-Concordo com tudo menos com a cena das “bebidas alcoólicas”. Bebemos suminho! – Ele ligou ao Zayn e transmitiu-lhe o que eu tinha dito, depois de uns “Okay’s” e “ainda bem”, ele desligou. – Sim, eles estão a vir.
-Fixe!
O Harry voltou a sentar-se ao meu lado e eu encostei a minha cabeça ao ombro dele. Não sei porquê, mas uma lágrima começou a escorrer-me pela face. Já não consegui pensar ou dizer sequer a letra ‘N’ que me doía tudo.
-O que foi? – Interrogou ele preocupado.
-Não sei... Estou...simplesmente a pensar nele. Bem, outra vez...
-Gostava imenso de fazer alguma coisa que te pudesse ajudar mas...não sei o quê.
-Harry, não te preocupes. O facto de estares aqui e não com os rapazes a divertires-te significa imenso para mim, e faz-me sentir melhor! Mas...nem sei como explicar o quanto me doí o coração...
Ele olhou para mim, limpou-me as lágrimas e beijou-me a testa.
-Não te preocupes. Vai ficar tudo bem, isto vai passar como uma estação.
-Mas as estações voltam.
-Mas nem todas são iguais. As folhas nunca são as mesmas, a erva também não, a neve e a chuva e as nuvens também não. Pronto, é como uma tempestade. Vem, atormenta tudo durante um bocado, pode deixar certas coisas partidas e estragadas, mas depois tudo se resolve.
-Como se resolve isso?
Ele levantou-se, foi à cozinha e à casa de banho, e voltou com um pano e uma caixa de primeiros socorros.
-Primeiro limpa-se a água da tempestade dos sítios por onde esta entrou. – Ele pegou no pano e limpou-me a cara delicadamente, tirando as lágrimas que secavam ali. – A seguir limpa-se as feridas. – Tirou-me o penso da mão, e desinfetou-me a ferida que por acaso estava um pouco feia. – Depois recompomos tudo: as árvores, as casas, as estradas, as lojas, e etecetera... – Passou a mão pela minha testa e depois pelo peito. – E por último, temos a certeza que isso tudo está no lugar e tem a ajuda que precisa, se ajuda for necessária. – Agarrou a minha mão e apertou-a com força. – E só com o tempo saberemos se outra tempestade não voltará e se voltar, esperamos que fique tudo no sítio.
-E as marcas que a tempestade deixar?
-Tapamo-las com coisas bonitas.
Ele olhou para mim e sorriu. Não sei porquê mas o sorriso dele contagiou-me e sorri também.
-Foi... Foi incrivelmente bonito o que disseste e fizeste. – Afirmei eu encostando a cabeça outra vez ao ombro dele.
-Obrigado!
-Não, eu é que digo obrigada. E um dos grandes, maior que a população da China.
-É mesmo grande!
-É.
Ele colocou um braço à volta dos meus ombros e assim ficamos à espera que os rapazes chegassem. E uns momentos depois a campainha tocou. Ele levantou-se para abrir a porta, eles saudaram-no e entraram com uns sacos que colocaram na cozinha, e depois foram para a sala ter comigo.
Um sentou-se à minha esquerda e outro à minha direita, e ambos me beijaram na bochecha.
-Então, como estás? – Perguntou o Zayn.
-Viva. – Repliquei.
-Oh linda, estás assim tão mal? – Interrogou desta vez o Liam.
-Um bocado...
O Liam e o Zayn trocaram olhares e tentaram dizer algo um ao outro sem produzir sons, coisa que eu não consegui perceber o que eles disseram.
-Acho que era capaz de matar o Niall neste momento... – Comentou o Zayn.
-Pois, eu também. – Concordou o Harry que estava atrás de mim apoiado no sofá.
-Não! Ninguém vai ficar chateado com o N... com ele, ou mata-lo! Primeiro, isto é entre mim e ele, e segundo, a culpa não é dele, é da outra. Ele é que está cego...
-Não, espera, isto não é só “entre mim e ele”! Tu és nossa amiga e fazes praticamente parte da família, por isso também é connosco! – Verbalizou o Liam.
-Oh, és um querido! Vocês são todos uns queridos! Mas a sério, não quero que fiquem chateados com ele por causa disto. Vocês são uma banda, são família, não podem ficar chateados por causa de um desgosto amoroso.
-Não é um desgosto qualquer! É o de uma rapariga que não merece, que só merece o melhor, e que nunca fez nada para estar neste estado. – Declarou o Zayn.
-Isto passa... Só preciso de o esquecer... Ou tentar não pensar nele. O que neste momento é impossível porque ele está constantemente a invadir os meus pensamentos.
-invasor! Hora de contra atacar! – Exclamou o Liam.
Nós todos nos rimos, e depois tivemos um pequeno abraço de grupo.
Tinha os meus rapazes do meu lado prontos a proteger-me do que fosse, e isso era super reconfortante. Sentia que não me precisava de preocupar com nada desde que eles estivessem aqui comigo.

Os rapazes são uns fofos a tentar ajuda-la, não são? Este não está tão emocionante como o último, mas nem todos podem ser! Se poderem comentar o que estão a achar da Fic até agora agradecia-vos imenso!