Stand Up

sexta-feira, 12 de julho de 2013

Blind Love-4ºCapítulo



*Mode narrador ausente*
-Porque tens que continuar a premir a mesma tecla?
-O quê? - Perguntou Liam a Harry intrigado.
-É ali para o Niall. Porque tens que a continuar fazer sofrer?
-O que é que ele fez? - Interrogou Zayn.
-Enviou uma mensagem à Jennifer, não sei o que dizia, mas quando lhe liguei ela fartou-se de chorar.
-Chorar?! - Exclamou Niall. - Não foi a minha intenção...
-Harry, tem calma. - Disse Liam dando uma palmadinha no ombro de Harry.
-Está bem... - Respondeu ele a Liam, e virou-se para Niall. - Eu não quero saber se namoras com a outra, e se és feliz com ela ou não, mas a Jennifer é uma rapariga fantástica que precisa de sarar. E tu estás-te a meter no meio disso. Se queres voltar para ela, muito bem, mas agora se é para andares a faze-la sofrer cada vez mais com estupidas mensagens, vale mais estares calado.
Niall assentiu com a cabeça sem dizer nada. E no resto da viagem, também mais ninguém abriu a boca.

*Normal mode on*
À noite concerto acabou às 23 horas, e logo a seguir, o Harry alugou um carro e seguiu para Londres, enquanto os outros rapazes foram para Manchester onde ficaram num hotel. Harry chegou a Londres quase às 4 da manhã.
Ele estacionou o carro, subiu o prédio e tocou à campainha.
-Harry? Que fazes aqui?
-Eu disse que viria ter contigo depois do concerto. – Respondeu ele.
-Mas são 4 da manhã!
-Dou-te 5 libras se me disseres que estavas a dormir e que não choraste durante este período da meia-noite até agora.
-Então passa para cá o dinheiro.
-A televisão está acesa. – Disse ele a apontar para dentro da casa.
-Hum... Está bem! Não consigo dormir... Só consigo pensar nele e essa parte do meu cérebro que está a pensar nele está a bloquear tudo o resto...
-Por isso é que eu estou aqui.
-Entra. Não vamos ficar aqui fora.
Ele entrou. Eu perguntei-lhe se ele queria alguma coisa e ele disse que tinha fome, por isso fiz-lhe uns ovos mexidos para ele não morrer. Deixei-o comer na sala, com a promessa que não me sujaria aquilo tudo.
-E então, o que é que pensas tanto?
-Não sei. É como se o fosse o fantasma dele... E ele assombra-me e controla-me os pensamentos e sempre que lhe apetece “Vamos pô-la a pensar em mim!” E são coisas totalmente ao calhas.
Ele pareceu pensativo. Ele pousou o prato, levantou-se e voltou segundos depois com a minha guitarra.
-O que vais fazer? – Perguntei.
Ele não respondeu. Simplesmente sorriu e começou a tocar. A tocar uma versão acústica da “It’s Time” dos Imagine Dragons. Assim que acabou, ele comentou:
-Não podes mudar quem eras por causa dele. Esta não é a divertida, parva e sorridente Jennifer que eu conhecia. Que nós todos conhecíamos. Está na hora de voltares atrás. Está na hora de o começares a esquecer. Eu sei que só passaram 3 dias, mas 3 dias transformam-se em semanas, e semanas em meses e meses em loucura e tens que parar antes que seja mais difícil. Eu não te consigo ver mais assim. Vá lá Jenni, está na hora.
-Tens razão, Harry. Mas é tão difícil! Eu nunca o vou conseguir esquecer completamente. – Ele largou a guitarra, sentou-se a meu lado e colocou o braço em cima dos meus ombros apertando-me contra ele.
-Eu sei. Mas por isso é que estou aqui.
-E já disseste isso duas vezes desde que chegaste. – Ele ignorou-me.
-Não tens aulas amanhã?
-Não. Agora é só estudar.
-Então pronto, tens que dormir para poderes estudar com energia.
-Quem é que consegue estudar com energia? – Perguntei enquanto ele me acompanhava até ao quarto.
Eu deitei-me, ele tapou-me e sentou-se ao meu lado acariciando-me o cabelo.
-És o melhor amigo que alguém pode ter Harry. – Eu sorri para ele, e depois fechei os olhos para tentar adormecer.
-Pois, melhor amigo... – Sussurrou ele.
Ignorei. Pensei que ele estivesse a gozar comigo. Mas não me preocupei. Minutos depois consegui adormecer.
Na manhã seguinte acordei e abri os olhos devagarinho. Olhei para os lados e o Harry tinha adormecido a meu lado, pois estava a li, meio deitado, de olhos fechados, no mesmo sitio onde estava à noite quando adormeci.
Toquei-lhe no nariz com força, passei-lhe a mão pelo cabelo, desci para a cara, e ia preparar-me para lhe dar uma chapada, mas ele agarrou na minha mãe e voltou a encosta-la à bochecha dele. Eu apertei-a.
-Uh, tens umas bochechas fofas! – Expus.
-Eu sei, obrigado! – Armou-se ele. – Bom dia! Aparentemente adormeci aqui...
-Não faz mal. A mim não me incomodaste! E sinto-me melhor por ter dormido protegida... Hehe.
-Ai é? E se eu for um daqueles gajos que afinal é super mau, e estou a preparar um plano para o teu mal?
-Não eras capaz. – Eu levantei-me para ir à casa de banho.
-O quê? O que queres dizer?
-Que não eras capaz de me fazer mal. Ou sequer de pensar nisso
-Ai é? Achas isso?
-É óbvio. – Gritei da casa de banho.
-É provável. – Sussurrou ele. – Tudo por ti.
-Disseste alguma coisa?
-Han? Não.
Eu encostei-me à porta do quarto.
-Queres-nos fazer o pequeno-almoço? Eu fiz-te a “ceia”.
-E conduzi durante quase 5 horas para vir ter contigo.
-Exato. Tens que fazer alguma coisa para me fazer mais feliz.
-“Fazer mais feliz”...? Isso quer dizer que estás feliz por estar aqui?
-Mas isso é óbvio rapaz! – Eu sorri. – E pequeno-almoço? – Fiz beicinho.
-Não faças isso! Eu sou sensível!
Eu cheguei-me ao pé do lado da cama onde ele estava, ajoelhei-me e continuei a fazer beicinho.
-Está bem!
Eu levantei-me, beijei-lhe a testa e sentei-me no sofá. Ele seguiu-me mas continuou para a cozinha.
Um tempo depois, o Harry lembrou-se:
-Ei, queres ir jogar golf? Sempre me ajudou a desanuviar!
-Eh, até é uma boa ideia! Okay, podemos ir.
-Vais ver que vai valer a pena!
-Uh, olha, vou ligar à Annie para vir connosco!
-É claro que vais... – Sussurrou ele pouco convencido. – Quer dizer: fixe!
Há tarde, lá fomos nós jogar. Eu nunca tinha jogado, por isso, obviamente não sabia nada daquilo.
-Pronto Harry, podes começar. Mostra-nos o que vales! – Exclamou a Annie.
O Harry posicionou-se, acertou na bola com força e chegou à área da bandeira.
As duas aplaudimos, ele sorriu, e fez uma vénia.
Depois foi a Annie, que também não fez uma má tacada e eu...que não fazia a mínima do que fazer.
-Hum... Eu nunca joguei. – Comentei.
-Espera, deixa-me ajudar-te. – Verbalizou o Harry.
Ele chegou-se atrás de mim, pôs as mãos na minha anca, para-me ajudar na postura, depois colocou as mãos dele em cima das minhas, e a cabeça dele em cima do meu ombro e sussurrou:
-Agora, é fazer o balanço certo com o taco, apontar bem para o sítio onde queres que a bola vá, ter em atenção ao vento, mas hoje não está muito, por isso não tens que te preocupar, e bater na bola com força.
-Okay. – Respondi.
Por segundos ficou a olhar para mim, e depois voltou a concentrar-se. Fez o balanço, e acertamos na bola com força, que calhou na área da bandeira.
-E é assim. – Disse ele a largar-me.
Olhamos para trás, e a Annie estava com um ar pensativo. Tentei perguntar-lhe o que tinha, mas não me disse nada. Depois fomos naqueles carrinhos até onde as bolas se encontravam.
Para enfiar a bola naquele buraco minúsculo foi difícil. Não para o Harry que acertou á primeira. Ele ganhou, em segundo a ficou Annie, e depois eu.
-Nada mau para uma primeira vez, não é?! – Comentou a Annie.
-É verdade. Esperava resultados piores. – Disse.
Pouco tempo depois, uma conversa e umas bebidas, fomos para casa. A Annie para a dela, e o Harry ia-me deixar na minha.
-Hum, Harry? Posso-te pedir um favor? – Interroguei timidamente.
-Qualquer coisa!
-Hum... Podes dormir em minha casa outra vez? Ontem foi a única em 3 noites que dormi bem, e deve ter sido por teres estado lá...
-É claro, Jenni! Não é favor nenhum. – Ele estacionou o carro e ambos subimos o prédio.

*Mode narrador ausente on*
Depois do jantar, e de um bocado de Twitter, os dois foram para o quarto de Jennifer onde o Harry se sentou ao lado dela a conversarem.
-Harry, posso-te fazer uma pergunta?
-Claro. – Afirmou ele.
-Porque te estás a dar a este trabalho todo de me tentares ajudar?
-Porque... Olha, porque é que me ligaste a mim quando precisaste de ajuda?
-Responde tu primeiro. – Disse ela.
Um milhão de pensamentos passaram-lhe pela cabeça. Um milhão de respostas. Mas ele não quis usar nenhuma dessas. Talvez não fossem apropriadas, talvez ele não lhe quisesse dizer, talvez era demasiado cedo...
-Porque... Senti que estavas vulnerável, e que precisavas de alguém que gostasse de ti, e que se preocupasse contigo. E como me ligaste, senti que precisavas de mim. – Ele suspirou. – Agora tu.
-Sinceramente não sei. Foste o primeiro que me veio a cabeça. Achei que fosses o único que iria guiar durante cinco horas à noite só para teres a certeza que estava bem. E acho que achei bem.
Ele sorriu. Colocou o braço em cima dos ombros dela e ela agarrou-lhe a mão.
-Obrigada Harry. Devo-te tudo.
-Não me deves nada. Não precisas de agradecer.
Passado um bocado, ele olhou para ela e ela tinha adormecido. Ele aconchegou-a nos lençóis, passou a mão pelo cabelo dela e murmurou:
-Acho que me estou a apaixonar pela minha melhor amiga...


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2 comentários:

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